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Existem maneiras mais eficazes e menos prejudiciais de disciplinar seu filho. A palmada – geralmente definida como bater nas nádegas de uma criança com a mão aberta – é uma forma comum de disciplina ainda usada em crianças em todo o mundo. No entanto, até o momento, a palmada foi proibida em 53 países e […]

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Um comentário

  1. Ronaldo Duarte disse:

    Este foi um dos primeiros tópicos que busquei no site após fazer o meu cadastro. Tenho 26 anos e, embora ainda não tenha filhos, quero ser para os meus futuros filhos o melhor pai que eu puder.

    Não posso detalhar muita coisa, mas posso garantir que as palmadas, cintadas, etc., que sofri na infância até parte da pré-adolescência me transformaram, em parte, para pior. Ao invés de aprender que o que eu fiz era errado, fui desenvolvendo em mim o desejo de bater em quem fosse mais fraco/vulnerável que eu e/ou dependente de mim, da mesma forma que eu havia apanhado dos meus cuidadores nestas circunstâncias.

    Na pré-adolescência, eu impunha respeito às crianças mais novas do mesmo modo que os adultos faziam comigo: com tapas, gritos, sermões… além do que eu só largava de bater nas crianças quando as via chorando.

    Isso foi o que as palmadas despertaram em mim: o desejo de descontar as palmadas que sofri em alguém mais fraco e vulnerável. E já vi histórias parecidas na internet, de pessoas que confessaram que as palmadas as fizeram querer ter alguém mais fraco e vulnerável, em quem pudessem descontar toda a agressão que sofreram. Hoje tenho uma visão mais equilibrada, mas até o final da adolescência a coisa era bem diferente.

    Não é porque você aprendeu apanhando que precisa ensinar batendo. A palmada que você dá no seu filho hoje pode fazer com que ele um dia se sinta como eu me senti.

    Outra coisa: muitos pais brasileiros insistem em bater em seus filhos, mesmo tendo a Lei 13.010/2014, conhecida como Lei Menino Bernardo ou Lei da Palmada, que proíbe os guardiões legais de castigarem fisicamente crianças e adolescentes. Como você quer criar um filho que respeita as leis, se você mesmo não as respeita?

    Além do mais, quando pergunto a adultos por que não há castigos físicos para os adultos quando cometem faltas na sociedade, todos arranjam uma desculpa para “tirar o deles da reta”. No dos outros é refresco, não?

    Sem contar os guardiões legais que insistem em tentar desmerecer os méritos das pesquisas científicas (que, muitas vezes, são mais velhas que eles) indicando os malefícios de tapas, gritos, etc., na criação dos filhos. As justificativas são sempre as mesmas, baseadas muito mais na tradição arraigada do que em fatos e provas.

    Fora que eu mesmo já presenciei pais e/ou outros familiares que se jactam de vezes em que bateram em crianças e/ou adolescentes para coibir um mau comportamento. Falam disso rindo, com um sorriso de quem derrotou um inimigo em guerra.

    Enfim, acho que já falei demais… esse tópico rende pano pra manga. Parabéns pela iniciativa de conscientização! Vejo que valeu a pena ter me inscrito.

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