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Por que choram os pais?, por Marcos Piangers
Por que choram os pais?, por Marcos Piangers

Depois que minhas filhas nasceram eu me pego chorando por qualquer coisa. Acredito que com a chegada de um bebê seu corpo passa a produzir mais lágrimas, é uma coisa maluca e quando menos você espera estará chorando vendo uma propaganda de carro.

As propagandas de carro ficaram muito emocionantes de um tempo pra cá, aparentemente. As pessoas se perguntam porque os pais choram tanto em apresentações escolares.

Porque choram vendo vídeos tremidos de seus filhos pequenos. Há pais que choram olhando fotografias.  Há pais que choram quando falam com os filhos por telefone.

Por que choram os pais?, por Marcos Piangers

Porque choramos? É uma experiência difícil de explicar. Com o nascimento dos filhos, descobrimos que existe um mundo além de nós mesmos.

Passamos noites em claro, pagamos contas malvadas, percebemos que temos agora uma missão: cuidar pra sempre de uma outra pessoa.

A dificuldade da primeira febre, o esforço dos primeiros passos, o desengonçar das primeiras apresentações escolares. Se nossos filhos crescem e decidem seguir uma carreira difícil, e toda carreira é difícil, choramos porque sabemos que sua vida não será fácil.

Ele terá que se dedicar, passar por frustrações, ele terá que se privar de tantas coisas. Choramos porque queremos protegê-los de tudo. Queremos que o mundo seja bom pra eles.

Filhos são, no fundo, nossos heróis. Para um pai é profundamente emocionante descobrir que nosso filho tem um talento, uma espécie de dádiva, algo que pode ser até que tenha herdado de nós mesmos.

Nossos filhos se tornam a nossa chance de sermos também grandes pessoas, profissionais, artistas, esportistas.

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Nossos filhos nos dão uma segunda chance de sonharmos. De sermos brilhantes, depois de velhos.

Choramos por eles porque vimos tudo que eles passaram, da primeira febre, dos primeiros passos, dos joelhos ralados aos vestibulares, das entrevistas de emprego às promoções.

Choramos saudades, frustrações, conquistas. Choramos agradecidos. Choramos por conseguirem o que tanto queriam. Por estarem felizes.

Por serem mais do que nós mesmos. Choramos, com bochecha vermelha e ranho no nariz, por existirem na nossa vida.

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