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O Amor, quando dividido, se multiplica
O Amor, quando dividido, se multiplica

“Pai, você me deixa ligar pro Tio Pabo (seu padrasto)”, pediu minha filha no último fim de semana. Eu havia sabido há pouco que tinha chegado ao fim seu relacionamento com a Valeria, minha ex e Mãe da Maya. Eu sabia que ele sempre fora muito atencioso e carinhoso com minha filha, que ela gostava muito dele. Mas confesso que o pedido me pegou de surpresa.

A surpresa logo deu espaço ao ciúme. Como assim ligar pro Tio Pabo? A Maya quando muito pediu pra ligar pra Mamãe e pra Irmãzinha, pessoas super especiais em sua vida. Seria seu padrasto tão especial quanto elas? Seria ele tão especial quanto eu?

A resposta era óbvia e isso me incomodava

 

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Crianças têm o poder de enxergar as pessoas tão claramente quanto são elas próprias. Não consideram ninguém por ser loiro, alto, baixo, preto, gordo, bonito, careca, forte, fraco. Possuem detector de sorrisos falsos, são imunes a frases feitas e de efeito. Pra elas o que importa é a essência. Se gostam de você isso nada tem a ver com seu carrão. Elas até preferem andar de ônibus. Melhor ainda se for de bicicleta ou no seu ombro.

Peguei o telefone, fiz a ligação, entreguei pra ela o aparelho. Se falaram por uns poucos minutos, tempo suficiente pra deixar claro o que eu no fundo eu sempre soube: o Tio Pabo é uma cara muito legal e foi capaz de conquistar o coraçãozinho da minha filha.

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O ciúmes foi embora. Eu estava emocionado. Meu peito se encheu de gratidão.

Minha filha e o “Tio Pabo” me ensinaram mais uma lição: o Amor, quando dividido, se multiplica.

Que ela me peça pra fazer muitas outras ligações.

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