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Tem filhos e vai se separar? Não cometa esse erro!

Tem filhos e vai se separar? Não cometa esse erro!

Direta e reta. Se você está se separando ou cogitando seriamente essa possibilidade, saiba: Esse erro pode ser o começo do fim do resto da sua paz.

E qual é ele?

Não especificar como será a convivência com os filhos, ou estipular a famosa e desejada convivência convivência livre.

Mas calma! Se você não sabe do que estou falando ou não entende porque convivência livre pode ser um problema, continua a ler que eu vou te explicar.

Quando os pais de filhos menores de idade se separam, é necessário regulamentar na justiça a guarda desses filhos, quando pode ser fixada a guarda unilateral ou compartilhada. Dentro desse regime de guarda é necessário fixar um regime de convivência, que nada mais é do que definir: vai pegar que dia, na sexta a tarde ou no sábado de manhã? Devolve quando, no domingo ou segunda? Que horas? Na minha casa ou na escola? e no natal, fica com quem, e o aniversário? e por aí vai. Em termos bem simples, é isso.

Não é raro, e é está esperado que pais que não tenham convívio no meio jurídico, quando em processos inicias de separação se vejam tentados a estabelecer essa convivência de maneira livre, ou seja, a guarda fica com a mãe, ou será compartilhada, mas sem dias e horários fixados previamente para que o pai (geralmente) vá buscar os filhos. 

A ideia em geral é: “eu aviso um pouco antes e vou buscar”. No papel parece lindo, mas na prática, geralmente, é um desastre.

Isso porque, embora pais e filhos não devessem ter dia e hora marcada para conviver e embora pareça tentador estabelecer um regime de convivência que se dê de forma livre, a verdade é que na prática, os pais ficam sem parâmetros e reféns um do outro, ou seja o que era livre fica preso e vem a confusão.

A mãe não pode sair (por exemplo) por que não sabe quando o pai vem; e o pai passar a ter dificuldade para ver os filhos porque: “há você deveria ter avisado antes, agora já saí”, e começa o calvário. 

Disso decorre que essa família vai precisar voltar ao judiciário para justamente colocar no papel aquilo que não foi estabelecido antes, os dias e horários de convivência.

O problema é que quando isso acontece, geralmente vem em forma de petições cheias de acusações mutuas, o que torna o ruim ainda pior e a família entra no buraco sem fundo da disputa judicial pela guarda e convivência com os filhos, que não raro dura toda a infância dos filhos, entra pela adolescência e repercute até na vida adulta deles.

Então, regulamente tudo que entender necessário.

O melhor momento? Certamente no divórcio ou regulamentação de união estável, mas que seja no primeiro processo.

Se você já pode fazer tudo de uma vez só, porque esperar o problema aparecer para cuida dele neh?

Lembrando que regulamentação judicial (ou ausência dela), não é impeditivo para que a convivência seja reorganizada de tempos em tempos. A vida muda, os filhos crescem o que torna esses ajustes por vezes necessários.

Isso pode ser feito, extrajudicialmente, de modo amigável, apenas tomando o cuidado de fazer por escrito para que fiquem registrados todos os combinados, que se necessário, podem ser usados como prova na justiça.

Isso não é tudo, mas já pode evitar muita dor de cabeça. Se fizer sentido pra você compartilha esse post nas suas redes sociais, muitos casais que precisam dessa informação.

 

Papo de Pai
Lelyan Guimarães Amancio
Lelyan Guimarães Amancio Seguir

Lelyan Guimarães Amancio é advogada desde 2012, ativista pela aplicação da verdadeira guarda compartilhada, pela Igualdade parental, e contra a alienação parental.

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