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Se seu filho não fala na escola, pode ser "Mutismo Seletivo" | Saiba mais

Se seu filho não fala na escola, pode ser

Quando vivenciamos o ambiente escolar, comumente encontramos em algumas turmas exemplos de alunos com dificuldades de fala e socialização. Esses casos são facilmente associados a causas que vão desde uma mera timidez a autismo e outras complicações que afetam o comportamento durante a infância.

O Mutismo Seletivo é definido por especialistas como sendo um distúrbio emocional raro, caracterizado pela recusa em falar em determinadas situações. 

A criança com essa condição costuma ter uma comunicação normal em casa. No entanto, em ambientes externos como a escola, apresenta não só a falta de comunicação mas dificuldade em manter contato visual e físico com outras pessoas.

Geralmente, essa condição acomete pessoas tímidas, introvertidas e ansiosas. Sendo assim, o que diferencia o mutismo de uma mera timidez?

Ocorre que crianças tímidas, apesar de apresentar uma certa dificuldade em se comunicar, com o passar do tempo demonstram um avanço comunicacional significativo frente aos estímulos, mesmo que apenas com um grupo ou indivíduo especifico, conseguem estabelecer uma comunicação no ambiente.

Crianças diagnosticadas com o mutismo seletivo não só costumam apresentar uma maior resistência aos estímulos comunicacionais, eles desenvolvem também comportamentos que podem caracterizar uma regressão em seu desenvolvimento.

Um exemplo em específico me marcou fortemente, em um de meus estágios presenciei o caso de uma criança que além de resistir a todas as tentativas de comunicação e contato visual, em sala de aula, não conseguia demonstrar certas necessidades como sede, fome e até vontade de ir ao banheiro.

A mãe dessa criança mostrava-se surpresa já que segundo ela esse não era um problema em casa, e que a criança tanto se comunicava como também era capaz de realizar suas necessidades fisiológicas normalmente.

É importante alertarmo-nos acerca das causas que podem levar ao mutismo seletivo, isso porque estudos apontam que o desenvolvimento dessa anomalia costuma estar atrelado a lares violentos, em que as crianças possam viver situações traumáticas relacionadas a morte, sequestro e pressão psicológica.

Cabe aqui lembrar que algumas pessoas já demonstram uma predisposição para o desenvolvimento desse transtorno, famílias em que membros já apresentam essa dificuldade ou que os filhos são excessivamente tolhidos do direito de se expressarem.

Isso ocorre porque, segundo especialistas, a dificuldade de falar esta associada ao medo de não conseguir transmitir a mensagem desejada, o que leva o indivíduo a se tornar incapaz fisicamente de se expressar.

A confusão e dificuldade em diagnosticar esse problema se da não só pela resistência familiar, mas pelas semelhanças existentes com outras anomalias, a exemplo o autismo. 

Essa ralação se dá porque  ambos não afetam apenas a fala mas também podem levar a tensões musculares, interferindo na capacidade de movimentação do indivíduo.

Ao perceber essa dificuldade em seu pequeno, a família precisa mais do que nunca se aliar a escola, e se possível até realizar visitas mais frequentes ao ambiente escolar.  

No intuito de compreender as dificuldades que a criança tem enfrentado, possibilitando não só formas de superar esses empecilhos, mas de recorrer ao acompanhamento psicopedagógico necessário.

Referências: Psicologias do Brasil e Nova Escola

 

Papo de Pai
Fábio Júnio
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Fábio Júnio, Professor, técnico em Magistério e discente de L. Pedagogia, fascinado pela docência, ensino e educação. Numa urgência, sem pressa!

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