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Pais alcoólatras e os problemas emocionais que causam em seus filhos

Pais alcoólatras e os problemas emocionais que causam em seus filhos

Você, babão, sabia que Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta de que o Brasil é o país com o maior índice de óbitos de homens por causa do álcool? E não para por aí, outro dado preocupante é que o consumo da bebida é cada vez maior, o que coloca o alcoolismo entre os principais problemas de saúde pública.

Pois quem tem a experiência de conviver diretamente com alguém que é vítima da síndrome de dependência do álcool sabe que a doença não afeta apenas a saúde física e emocional da pessoa, ela também deixa marcas profundas em toda a família, principalmente em crianças e adolescentes, que ainda estão em processo de desenvolvimento, se entendendo como pessoa neste mundo.

As mais prejudicadas, sem dúvida, são as relações afetivas. Todo o mal-estar, os conflitos e o sofrimento causados pelo dependente quando chega em casa, uma vez mais sob os efeitos do consumo excessivo do álcool, não demora muito para que seja visto como um problema por todos os que integram o núcleo familiar.

O dependente do álcool acaba criando um ambiente de medo para os seus familiares. Todos ficam reféns de toda a negatividade que a sua presença em casa pode trazer. E, em crianças e adolescentes, tudo isso é ainda mais difícil de processar.

 Alcoolismo é uma doença crônica, as manifestações de violência física e psicológica tendem a ir se acentuando. Portanto, é muito difícil que essa criança ou adolescente consiga curar as feridas deixadas em sua essência e na forma de relacionar consigo e com o mundo ao entrar na fase adulta, sem que haja a intervenção de um profissional.

E as consequências que foram analisadas anteriormente vão corroendo a estrutura desta pessoa, que se transforma em alguém instável e alimenta comportamentos impulsivos ou compulsivos. Tem dificuldade de terminar os projetos que inicia, encara as coisas com um excesso de seriedade, tendo problemas para reservar momentos para a diversão e o prazer.

Desconfia dos vínculos sentimentais e rechaça a idéia de criar sua própria família, essas crenças e comportamentos precisam ser compreendidos e ressignificados. A pessoa, para superar o trauma e curar as feridas deixadas pela convivência com um alcoólatra, precisa entender o que a trouxe até o presente momento, algo possível e alcançável com a ajuda de um psicólogo.

A ajuda necessária a uma criança ou um adolescente, ainda inserido num panorama de abuso, envolve empatia e apoio. Cada pessoa processa essa experiência de forma distinta, e é fundamental estimular o diálogo, mas também saber respeitar o silêncio.

Também é muito importante conversar sobre seus sentimentos, começando por sua própria experiência, porque isso ajuda a criar um vínculo de confiança. A criança ou adolescente estará mais propensa a se abrir se você demonstrar que também confia nela.

É preciso ainda entender que o alcoolismo é uma doença; que o dependente, por mais responsável que seja por todos os conflitos e sofrimento causados, também precisa de apoio. Há programas específicos para enfrentar esse tipo de situação, com terapia de grupo tanto para dependentes como para os familiares.

As informações que proporcionem a criança ou adolescente a compreensão do alcoolismo como doença otimiza as chances de que ela não atribua a dependência de seu progenitor a características pessoais como possíveis decepções ou motivação de frustrações.

O diálogo consciente minimiza as chances do desenvolvimento da dependência no futuro ou a busca por um parceiro dependente. De maneira consciente ou inconsciente, crianças e adolescentes que são expostos a dependência de um dos pais pode favorecer estes comportamentos na tentativa de compreensão das razões que levou a aquisição do vício, aproximação dos progenitores ou então, reparação de seu passado em um relacionamento que remeta a mesma dinâmica.

Ressaltando que você não precisa enfrentar um problema assim sozinho. Pode ser mais fácil lidar com a situação se você compartilhar sua carga com alguém. Procure ajuda como puder, pode ser com um amigo, um familiar, alguém que já passou por isso. E de preferência não dispense um acompanhamento profissional.

Informações de: Mundo Psicólogos

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