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Isolamento faz filho descobrir Alzheimer no pai

Isolamento faz filho descobrir Alzheimer no pai

Sabemos o quanto a covid-19 nos trouxe tristeza, provocando muitas mortes. Ainda assim, para a família do carioca Fábio Rios, o isolamento social foi um bem: fez com que ele descobrisse que o pai, de 78 anos, sofre de Alzheimer e agora seu Francisco está sendo tratado na casa do filho. 

Fábio trabalha como agente de atores e mora no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Já os pais dele moram em Botafogo, na Zona Sul e eles não se viam diariamente.

 No início de março, levou o pai e a mãe para morar com ele, pra evitar que ficassem sozinhos, e começou a perceber comportamentos estranhos do pai, como dificuldade para tomar banho, agressividade e esquecimentos.

“O meu pai se revoltou. Queria ir embora de qualquer jeito e ao mesmo tempo [estava] fazendo coisas estranhas e esquecendo meu nome. Esquecendo que sou filho dele. Comecei a perceber que estava grave. Foi bem difícil no início”, afirmou Fábio Rios

O diagnóstico

Eles procuraram ajuda da geriatra. Após testes online e exames laboratoriais feitos na casa do Fábio, a médica diagnosticou que seu Francisco tem Alzheimer em estágio avançado.

União da família

Apesar de atingir a todos como um choque, o problema acabou unindo mais a família, justamente durante o isolamento social, que começaria logo depois que seu francisco e dona Valdene chegaram à casa do filho.

“Começamos o tratamento online, por causa do isolamento social. Ficamos preocupados se daria certo à distância”, comentou Fábio Rios.

E, no entanto, funcionou. Seu Francisco começou ser medicado com produtos naturais.

“Pedimos o medicamento (canabidiol), mas ainda não chegou porque vem dos EUA. Enquanto isso, ela está medicando com uma série de medicamentos entre naturais e alopáticos… até florais quânticos meu pai está tomando”, contou o filho.

Alegria de volta

Enquanto aguarda a importação do remédio, seu Francisco encontrou na casa do filho um outro motivo para se reencontrar com a alegria: a convivência com Gael, o netinho de 2 anos.

Fábio conta que o comportamento de pai mudou… e pra melhor, felizmente.

Além de estar mais calmo e tranquilo, hoje, 3 meses depois de mudar para a casa do filho, ele faz atividades em casa, brinca com o neto e o convívio familiar ficou mais tranquilo.

“Eles brincam juntos, dançam e até compartilham dos mesmos desenhos e brinquedos para estimular psicomotricidade e a coordenação motora durante a quarentena”.

Fábio Rios resolveu contar a história da família dele para “essas informações chegarem a outras pessoas… acredito que muitas famílias estejam passando por isso”, disse.

 

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