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Estudo aponta diferenças na comunicação entre homens e mulheres e isso pode salvar seu casamento

Dizer que homens e mulheres são iguais não seria, exatamente, uma afirmação correta. Existem diferenças relacionadas ao aspecto biológicos e, se analisarmos pela média geral, no que diz respeito a personalidade. Mas será que essas diferenças refletem na maneira como se comunicam? Difícil saber.

Uma pesquisa divulgada na publicação especializada Journal of Personality and Social Psychology parece ter a resposta.

Liderados por Pryanka Joshi, uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de São Francisco, na Califórnia, examinou até que ponto homens e mulheres tinham plena confiança no que os especialistas chamam de "abstração comunicativa" para transmissão verbal de emoções e pensamentos diversos.

Um novo estudo constata que os homens tendem a usar uma linguagem mais abstrata do que as mulheres - Papo de Pai

De acordo com especialistas, a abstração comunicativa reflete a tendência que as pessoas tem de usar o discurso abstrato no que diz respeito a imagem mais ampla e no objetivo final da ação ao invés do discurso concreto, focando nos detalhes e nos meios de alcançar a ação.

Os autores concluem: "Em contextos variados, descobrimos que os homens tendem a se comunicar de maneira mais abstrata do que as mulheres. Também identificamos vários moderadores para esse efeito, sugerindo que ele não refletem uma tendência fixa de homens ou mulheres mas, em vez disso, surgem dentro de contextos específicos. Estamos ansiosos por pesquisas futuras que continuem a explorar esse efeito, sua base e suas consequências ".

Um novo estudo constata que os homens tendem a usar uma linguagem mais abstrata do que as mulheres - Papo de Pai

Curiosamente, eles descobriram que os homens eram significativamente mais propensos a falar em abstrato do que as mulheres.
"Uma diferença de gênero apontada anedoticamente é a tendência das mulheres de falar sobre detalhes e dos homens de falar sobre o cenário geral", afirma Joshi e sua equipe. "Em uma série de seis estudos, descobrimos que os homens se comunicam de maneira mais abstrata do que as mulheres".

Como foi realizada a pesquisa

Um novo estudo constata que os homens tendem a usar uma linguagem mais abstrata do que as mulheres - Papo de Pai

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores examinaram os padrões lingüísticos de homens e mulheres nos contextos experimental e de campo. Por exemplo, em um de seus estudos, os pesquisadores examinaram mais de 600.000 postagens de blog para ver se os homens usavam uma linguagem mais abstrata do que as mulheres.

Para fazer isso, os pesquisadores computaram as classificações de abstração para aproximadamente 40.000 palavras comumente usadas no idioma inglês. Por exemplo, palavras que poderiam ser facilmente visualizadas, como "mesa" ou "cadeira", receberam uma classificação baixa de abstração. Palavras que eram mais difíceis de visualizar como "justiça" ou "moralidade" receberam uma classificação alta. Eles descobriram que os homens usavam uma linguagem significativamente mais abstrata em seus posts.

Reflexo na sociedade

Um novo estudo constata que os homens tendem a usar uma linguagem mais abstrata do que as mulheres - Papo de Pai

Os pesquisadores procuraram replicar esse efeito em um ambiente real. Para fazer isso, eles se basearam nas transcrições das sessões do Congresso dos EUA, no período de 2001 a 2017. As mulheres do Congresso utilizam, em média, uma linguagem menos abstrata do que os homens.

Mais uma vez, eles descobriram que esse era o caso. Analisando mais de 500.000 transcrições de texto entregues por mais de 1.000 membros do Congresso, os pesquisadores relataram que os homens usavam uma linguagem significativamente mais abstrata em seus discursos do que as mulheres. Isso independentemente da filiação partidária e da casa do Congresso (Câmara dos Deputados ou Senado).

Os pesquisadores sugerem que as diferenças de poder entre os sexos, ou seja, homens com mais poder na sociedade, podem ter origem nesse aspecto fundamental.

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Em um estudo de acompanhamento realizado com 300 estudantes de uma grande universidade da costa oeste dos EUA, os pesquisadores manipularam a dinâmica do poder em um ambiente interpessoal para ver se isso influenciaria a abstração comunicativa. Especificamente, eles designaram os participantes para desempenhar o papel de entrevistador ou entrevistado.

Depois, pediram aos participantes que descrevessem vários comportamentos. Eles descobriram que os participantes no papel de entrevistador tinham maior probabilidade de invocar descrições abstratas de comportamentos do que os participantes do papel de entrevistado.

Fonte: Phychology Today    Tradução e adaptação: Redação Papo de Pai

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