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E quando seu filho morde outras crianças?

E quando seu filho morde outras crianças?

Não sei se você viu, babão, uma notícia de um bebê de 6 meses de vida que foi mordido cerca de dez vezes por um colega de 2 anos em uma creche de Piracanjuba, na região central de Goiás. Os pais registraram o caso na Polícia Civil, que está investigando.

É claro que nenhum pai gosta que o professor lhe diga que seu filho mordeu ou foi mordido por outra criança da sala. Mas não devemos, diante disso, fazer uma reflexão simplista demais de que a culpa está tão somente na possível falta de atenção da monitora da turma. O que precisamos entender as causas.

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

As crianças mordem, em média, a partir dos 2 a 3 anos aproximadamente. Quando começam a conhecer emoções que antes não tinham, como ira, frustração, raiva ou ciúmes, e não sabem como canalizar o que sentem em uma conduta positiva. Diante disso, o que pode ocorrer é tentarem morder.

Ainda que possa ser um ato que não supõe nenhum problema grave, ele é bem frequente. As crianças ainda não sabem expressar bem o que sentem e o manifestam mordendo.

Por que as crianças mordem?

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Compreender o que há por trás da mordida é o primeiro passo para conseguir que as crianças deixem de ter este comportamento agressivo. Geralmente, as mordidas ocorrem quando as crianças estão sob a vigilância ou o cuidado de pessoas desconhecidas e não quando estão com os pais.

Assim como é comum que as crianças mordam cedo, também é frequente que deixem de fazê-lo à medida que vão crescendo. No entanto, saber que é comum não tranquiliza os babões das crianças que têm este comportamento, ainda menos os das crianças que são mordidas. Vamos então listar atitudes que podem ajudar.

1- Atenda a criança mordida sem ignorar a que mordeu

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Com calma e suavidade revise a criança mordida, mas não ignore a criança que mordeu. Atenda primeiro a criança agredida, assegure-se de que não precisa de atenção médica. Em relação à criança agressora, evite que ela atraia toda a atenção.

Envolva a criança que mordeu no cuidado pedagógico amoroso, para que ela possa perceber que sua ação causou dano e dor. Não a trate com frieza, pois somente conseguirá que a criança se feche e não diga o que causou esse comportamento.

Se o seu filho morde outras crianças ou quando é mordido por outras crianças, recomendamos seguir as estratégias que explicamos a seguir. São boas maneiras de ajudar seu filho a superar esta etapa o mais rapidamente possível e também de oferecer apoio à criança que mordeu, bem como aos pais dela.

2- Mantenha a calma e não o castigue

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Ainda que seja fácil perder o controle com a criança que começou o problema, você deve manter a calma. Uma resposta violenta, uma reprimenda excessiva ou um castigo somente alimentarão os sentimentos de ira e de frustração.

Com muita calma e suavidade, dê uma explicação simples à criança, para que entenda que morder dói, e não deve voltar a fazer isso por mais aborrecida que ela esteja.

3- Fale com seu filho sobre como agir quando estiver aborrecido

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Ensine seu filho que ele deve buscar ajuda de um adulto mais próximo caso se aborreça. Como as mordidas são mais frequentes em creches e pré-escolas, ensine seu filho que deve aprender a expressar o que não gosta e avisar a professora que está aborrecido. Falar antes de agredir a criança que o aborreceu.

Se outra criança lhe tirou o brinquedo que estava brincando, por exemplo, deve aprender a dizer para a outra criança que não gostou do que ela fez. Depois avisar imediatamente a professora o que aconteceu para que seja esta a resolver a situação.

É claro que é bem importante que você também fale com a professora ou cuidadora. É necessário saber como ela está canalizando as situações agressivas que as crianças apresentam.

4- Use reforços positivos

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Algo muito mais efetivo que focar no comportamento agressivo, é reforçar as condutas positivas. A partir dos 3 anos, as crianças desfrutam da companhia de outras crianças. Cada vez que estão brincando tranquilamente com seus pares, elogie seu bom comportamento. Você brincou tão bem com seu amigo hoje! Isso é muito bom!”

Ao mesmo tempo, fale sobre o ato de morder. Quando estiverem comendo, converse sobre o porquê se morde um pão ou uma fruta (para apreciar seu sabor, para se alimentar), e explique por qual motivo não se deve morder os amigos.

5- Nunca morda seu filho. Nunca!

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Alguns acreditam que se devolvermos a mordida a criança, ela entenderá que morder é doloroso. Nada mais longe da verdade.A criança que recebe uma mordida de seus pais aprende que é uma conduta admissível para liberar a ira e o aborrecimento.

O exemplo que damos aos filhos é mais contundente do que os argumentos que possamos ensiná-los. Não morda seu filho, nem sequer como parte de um jogo ou brincadeira.

6-Vigie-o e detenha-o

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Enquanto as crianças aprendem a se autocontrolar, temos que nos atentar aos fatores que detonam as mordidas. Desta forma, é possível visualizar quais fatores estão desencadeando o momento no qual as crianças tomam esta represália e evitar que ela aconteça.

No momento que você perceber que seu filho está a ponto de morder, seja contundente, mas sem perder a calma. Aparte-o da situação e explique-lhe por que é ruim o que está fazendo. “Morder machuca muito, não vou permitir que você morda seu coleguinha”.

7- Para finalizar

E quando seu filho morde outras crianças? - Papo de Pai

Por último, e mais importante, lembre ao seu filho que você o ama. Pois se a pedagogia do amor não funcionar, nenhuma outra funcionará. O amor que brinda ao seu filho o ajudará a expressar as razões que o levam a morder e a não se controlar. Deve ficar claro que você desaprova esta conduta, mas que nem por isso o deixou de amá-lo.

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