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10 dicas para o pai ajudar no trabalho de parto

10 dicas para o pai ajudar no trabalho de parto

Você já parou pra pensar no que fará na “hora h”, durante o trabalho de parto da sua companheira? Qual será seu papel naquele momento único no qual seu filho virá ao mundo?

Durante o trabalho de parto o protagonismo é todo da mulher, mas você pai pode se preparar e proporcionar um momento mais confortável, emocionalmente seguro para sua companheira e de grande crescimento para você.

As dicas que compartilho aqui são com base na experiência de parto do meu primeiro e único filho, o Bernardo.  Optamos pelo Parto Domiciliar Planejado, o que exigiu meses de preparação, estudo, rodas de conversa e dedicação para entender a fundo o que é um trabalho de parto. Afinal, no parto domiciliar a última instância de responsabilidade é do pai e da mãe.

Mas sendo o parto em casa, no hospital, cesárea ou natural, não importa. Acredito de verdade que essas dicas podem ajudar em qualquer cenário.

Então vamos lá:

1 - Programe-se para estar presente

O trabalho de parto pode durar várias horas (vamos tomar como média aqui, 12 horas), e seria ótimo você estar ao lado de sua companheira desde as primeiras contrações. É claro que temos nossas limitações por conta da rotina de trabalho mas faça o que estiver ao seu alcance para deixar o pessoal do escritório preparado e sua agenda mais tranquila.

Trate isso como essencial, como prioridade e é bem provável que você consiga “dar seus pulos”. Seu filho virá ao mundo uma vez só.

2 - Consuma conteúdo de qualidade sobre o assunto

Tem muita gente competente por ai propagando boas informações sobre o parto, paternidade etc.

No início da gestação comecei a consumir alguns conteúdos que me ajudaram muito no processo. Compartilho aqui com você:

O instagram do Homem Paterno;

Documentário "O Renascimento do Parto" (disponível na Netflix);

Portal Despertar do Parto.

Outra dica é abusar da comunidade aqui do Papo de Pai e contar com o apoio e relato de outros pais que já passaram pelo caminho.

3 - Entenda as fases do trabalho de parto

O trabalho de parto é um evento com começo meio e fim. Tem fases distintas, com intensidade, duração e características específicas. Conhecimento liberta e você conhecer o que está acontecendo com o corpo da sua companheira vai deixar ambos mais seguros.

Inclusive, você pode auxiliar sua companheira a identificar em que momento está, mas não exagere pois é essencial falar somente o necessário e não causar estresse para a mulher hehe.

Fica aqui um vídeo para você conhecer mais:

4 - Converse sobre as expectativas e medos de sua companheira

Aproveite o período da gestação para conversar com sua companheira sobre o que ela imagina como o parto ideal, o que ela imagina que pode dar errado, qual seria o pior cenário, quais são os medos (dela principalmente, mas os seus também).

Expectativa é a mãe da decepção, e você não quer que junto com o seu filho nasça o sentimento de culpa dos pais.

Conversar sobre o momento vai tirar a tensão dos ombros, vai ajudar a criar um vínculo ainda maior entre o casal durante o parto. Aproveite para saírem dessa experiência ainda maior como casal.

5 - Façam combinados para a hora da dor

O momento da dor intensa vai chegar meu amigo, e vai ser ótimo vocês conversarem antes e perguntar a sua parceira: quando a dor estiver absurda e você pensar em desistir dos planos (seja qual for: parto natural, em casa etc), o que eu posso te falar?

No meu caso, combinamos de relembrar o porquê tínhamos decidido pelo parto natural, como gostaríamos de dar boas vindas ao nosso filho e que, cada dor intensa era um passo adiante para conhecermos nosso filho.

6 - O parto é um momento de intimidade

Algumas literaturas citam o parto como o término da relação sexual que concebeu seu filho. Portanto, prepare-se para ser carinhoso com sua esposa, faça massagem, cante, acaricie, converse etc.

Este é um momento único do casal, aproveite.

7 - Respeite a Partolândia

A Partolândia geralmente surge na parte ativa do trabalho de parto, é um momento de dor intensa que sua companheira pode ficar mais “distante”, quieta, mais “barulhenta”, mais sensível ou ainda te encher de palavrões… é uma chuva de hormônios e cada corpo reage de uma maneira, uma espécie de flow ou transe disparada pela intensidade do momento.

Simplesmente sorria e acene hehehe, respeite o momento e não se ofenda se sobrar algo mais sujo pro seu lado.

8 - Respire!

Essa é a dica mais prática e a que foi mais valiosa para mim. O parto é muito mais sobre respiração do que sobre força.

Na hora da dor a primeira coisa que você e sua companheira irão se esquecer é de respirar. A tensão é absurda (inclusive prepare-se para sentir-se atropelado por uma carreta no dia seguinte) e vocês começam a respirar curtinho, o que não é bom para ninguém (inclusive para o bebê que precisa oxigenar).

Faça respirações profundas, lembre com frequência sua companheira disso, faça respirações junto com ela.

Seria ideal se você conseguisse incluir uma prática de meditação na sua rotina durante a gestação, o domínio de uma respiração consciente vai ajudar muito.

9 - Confie na sua companheira

A mulher sabe parir. O parto é algo natural, fisiológico. Parir definitivamente não deve ser tratado como algo patológico.

O parto é um momento onde a natureza mostra seu poder e sua beleza, as coisas acontecem na hora que precisam acontecer.

No trabalho de parto do meu filho houve momentos nos quais me questionei se era normal tanta dor, o tempo que o processo estava levando e se minha esposa estava “indo bem”.

Acredito que este momento de dúvida seja comum ao passar por isso mas, não se deixe levar e principalmente, não deixe transparecer isso para sua companheira. Fale palavras de encorajamento e jamais duvide da capacidade dela.

10 - Se não sair como o planejado, aceite e abrace a realidade

Por mais preparados, planejados e esclarecidos que o casal esteja, a natureza tem seus próprios meios.

Eu trabalho com Planejamento e Controladoria há mais de 10 anos. Para mim, vindo deste campo de exatas, era algo muito estranho não saber a data que meu filho nasceria, não saber o tempo que levaria o processo de parto e desconhecer todas as variáveis. Mas não adianta, quem determina isso é o bebê.

Talvez por isso este tenha sido um dos maiores aprendizados que tirei desse processo e pra vida: a natureza é perfeita e sabe o que faz. Respeite.

O que está no seu controle é se informar, se preparar e tratar o momento com o carinho que ele merece. Se algo não sair como o planejado, abrace a realidade de bom grado e não esqueça: passe tranquilidade para sua companheira, afinal, ela já tem a responsabilidade gigante de orquestrar essa coisa toda.

Papo de Pai
Daniel Fernandes
Daniel Fernandes Seguir

Acredito que a paternidade é uma revolução possível. Crio conteúdo no @dojodepais por uma paternidade 1% mais consciente a cada dia.

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